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MOSTRA DE CINEMA TRAZ A NITERÓI FILMES QUE ABORDAM A DEMOCRACIA

A "Mostra Taturana de Cinema – 2019 Pela Democracia" acontece em Niterói no dia 30 de novembro, sábado, na Sala Nelson Pereira dos Santos, em duas sessões, às 10h e 13h, e com entrada gratuita. Produzida em Niterói pelo Núcleo de Cinema e Educação de Niterói (NuCiNi)/Secretaria Municipal de Educação, Ciência e Tecnologia, ela faz parte da programação do Seminário Internacional de Cultura e Democracia, evento realizado pela Secretaria Municipal das Culturas, Fundação de Arte e Cultura e Conselho Municipal de Políticas Culturais, e que acontece em Niterói entre os dias 28 e 30 de novembro.

 

A "Mostra Taturana de Cinema – 2019 Pela Democracia" reúne quatro curtas e 2 longas-metragens documentais que abordam a ideia de democracia a partir de diferentes aspectos. As concepções de representatividade, do exercício da política, da ocupação do espaço público, do uso de tecnologias e meios de comunicação enfrentam diversas transformações e estão em disputa no Brasil e no mundo. Nesse contexto, são muitos os desafios para se fortalecer, construir, resgatar práticas e valores democráticos que garantam os direitos sociais e de existência de diferentes grupos.

 

O conjunto de filmes selecionados, com curadoria da Taturana e do Pacto pela Democracia, longe de ser um panorama exaustivo sobre um tema multifacetado e complexo, levanta diálogos fundamentais para o Brasil de agora: direito ao protesto; renovação política e novas formas de representatividade; defesa das instituições democráticas; comunicação e fake news; reprodução da violência pelo Estado; cultura e liberdade de expressão.

 

A Sala Nelson Pereira dos Santos fica localizada na Avenida Visconde do Rio Branco, 880 - São Domingos - Niterói (em frente à Cantareira e ao lado do Reserva Cultural).

 

 

 

Programação "Mostra Taturana de Cinema – 2019 Pela Democracia"

30 de novembro – sábado – Sala Nelson Pereira dos Santos

 

Sessão 1 - 10h:

 

Lembra

(Brasil, 2018, 10min, direção de Leonardo Martinelli)

O cotidiano de uma jovem carioca testemunhado através da tela de seu celular e dos fluxos de comunicação em suas redes sociais.

 

Fake News: Um Conto de Fadas/Fake News Fairytale

(Reino Unido, 2018, 15min, direção de Kate Stonehill)

O filme nos leva ao improvável epicentro de notícias falsas: Veles, Macedônia. Na cidade, no período que antecedeu a eleição presidencial dos EUA em 2016, adolescentes criaram notícias falsas, que se tornaram virais, e geraram milhares de acessos nas mídias sociais. É uma meditação lúdica sobre verdade, mentiras e política no mundo globalizado da internet.

 

América Armada

(Brasil, 2018, 78min, direção de Alice Lanari e Pedro Asbeg)

Vivendo em meio à desigualdade social e à opressão da violência, há pessoas que decidem resistir da maneira mais difícil: lutando sem armas. O documentário acompanha três pessoas no Brasil, Colômbia e México que, ameaçados de morte, resistem à violência usando armas como a informação, a conscientização e o afeto. Três histórias, três países, a mesma opressão.

Tempo total da sessão: 103 minutos

 

Sessão 2 - 14h:

 

Beat é Protesto – O Funk Pela Ótica Feminina

(Brasil, 2019, 23min, direção de Mayara Efe)

O documentário curta-metragem retrata a cena das mulheres no funk de protesto na última década, em São Paulo. Apresenta depoimentos de cantoras, DJs, beatmakers, produtoras, empresárias, MCs, dançarinas, entre elas Linn da Quebrada e Pabllo Vittar. O filme investiga e dá voz a essas mulheres que estão fora da mídia, e explora temas como políticas públicas, mercado e o corpo feminino nesses espaços.

 

NEGRUM3

(Brasil, 2018, 22min, direção de Diego Paulino)

Entre melanina e planetas longínquos, “NEGRUM3” propõe um mergulho na caminhada de jovens negros da cidade de São Paulo. Um ensaio sobre negritude, viadagem e aspirações espaciais dos filhos da diáspora.

 

Slam Voz de Levante

(Brasil, 2017, 81min, direção de Tatiana Lohmann e Roberta Estrela D’Alva)

Em Chicago, Nova York, Paris, Rio de Janeiro e São Paulo, batalhas performáticas de poesia falada, firmam-se como encontros que instigam a criatividade e o convívio entre diferentes, e surgem diante da onda política conservadora mundial como ágoras do livre pensamento e expressão.